terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Divorciar, separar pra que?

Esse é um tema meio que emergencial, como já devem ter reparado, sou umbandista praticante; uma das entidades as quais tenho a honra de servir se chama "Cabocla Jurema da Cachoeira". Se você conhece qualquer coisa de Umbanda, ja deve ter ouvido falar na Cabocla Jurema. Esta é uma das entidades mais antigas e uma das mais queridas e respeitadas.

Todas as entidades que trabalham na falange deste Ser de Luz têm licença para usar seu nome. São caboclas de Oxóssi que tomam o complemento como identificação da especificidade com a qual trabalham..
"Minha" querida Jurema da Cachoeira trabalha na irradiação de Oxum, apoiando e protegendo os sentimentos puros e o Amor.
Dela aprendi que quando você casa com alguém, o primeiro vínculo que se estabelece é o da "sociedade", ou seja, a família formada por aquele casal (ou dupla de seres humanos), tem à  frente duas pessoas em pé de igualdade. Ambos tem direitos e deveres e cada um tem a sua personalidade.
Não se deve pensar em "mudar o outro" nem "mudar a si mesmo" porque é como se uma terceira pessoa fosse gerada na união destes dois.
A principal obrigação de ambos é encontrar a finalidade desta família que se formou.
A cumplicidade é a ferramenta mais poderosa nesta tarefa.
O homem não casou com uma empregada doméstica nem a mulher com um provedor financeiro inesgotável.
Se a mulher não gosta do serviço doméstico, ela tem esse direito e ambos devem se revezar nas tarefas ou ter alguém contratado para fazê-las.
Trabalhar é direito e obrigação dos dois. Construir um lar harmonioso, direcionar seus filhos no caminho do bem e da prosperidade é a obrigação dos dois.
Como podemos encontrar este equilíbrio?
Basta parar de olhar o próprio umbigo e não pensar que o mundo gira em torno dele. O egoísmo, o egocentrismo destroem as famílias antes mesmo de elas se formarem.
O que fazer para ter sucesso? CONVERSAR.
Não estamos falando em discutir, mas em conversar. Ouvir o outro, saber das suas inquietudes, das suas necessidades, ser amigo antes de tudo.
As necessidades materiais são as mais fáceis de ser satisfeitas, ajudar o outro a evoluir, a cumprir suas função neste plano é a parte mais difícil e a que traz mais felicidade e auto-satisfação.
Um exemplo: Meu marido quer ver esportes o fim de semana inteiro, só temos um aparelho de televisão e isso gera muitas crises.
Analisemos então a programação do fim de semana, quantos jogos tem, quais os mais interessantes e quais horários ficarão para quem.

Entretanto, se ao abrir mão de algum dos programas eu resolver sair da sala e deixar o outro sozinho, não estará se cumprindo a parte da compreensão e da justiça.
Não apresente apenas um problema, apresente junto uma ou duas sugestões de solução e escute a sugestão do outro.
Lembre-se, as mesmas coisas que estão gerando esta crise gerarão a crise com outro companheiro. Os seus problemas vão junto com você para onde for, seus defeitos e virtudes também.
Se já está em um relacionamento, vamos rever as nossas prioridades.
Afinal de contas, já foi feito um investimento em horas de vida e fundos financeiros para resumir a coisa a um quero e não quero.
Não é?