terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Um São Bernardo deve ser o último cachorro da sua vida

Nossa Nina morreu. Deitada do meu lado e eu segurando sua patinha.
Foi um osteosarcoma, aliás o nome não é bem esse, o dela não foi no osso, foi câncer na cartilagem da pata direita.
Foram 10 anos de uma companhia indescritível, uma alegria contagiante.
O São Bernardo não exala nenhum odor desagradável.
Meu marido diz que o melhor cheirinho dela era o das patinhas, eu achava a respiração dela perfumada.
É uma mistura muito complicada de sentimentos, ao mesmo tempo que você tem consciência de ter feito tudo o possível e não medido nenhum esforço para ajuda-la, tem o sentimento de vazio e o pensamento de que não vai ter outro bichinho, nem peixinho!
Já tivemos o Jorge, um Cocker Spaniel preto, ficou conosco 14 anos e criou a Nina. Chorei muito quando o Jorge foi embora, mas da Nina nem consegui chorar.
O Jorge estava na sala deitado atrás da minha poltrona, como sempre, levantou foi para trás da porta do banheiro e teve um derrame. Já chegou na clinica morrendo. Foi rápido. A fia não, foi devagar, amputou a pata, arribou voltou a andar mas um mês depois morreu com muita dor.
Não quero outro cachorro não, dói muito.