sábado, 21 de abril de 2012

Eu não fumei maconha

Acabo de ler o artigo assinado por Walcyr Carrasco para a revista Época cujo título é Eu fumei maconha. Ele descreve a experiência e diz que nunca mais fumou.
Era por aí 1973 ou 74, estava na aviação, VARIG vôos internacionais.
As modas estavam levando em conta que não se falava ainda em AIDS e que havia passado só uns par de anos de Woodstock.
Morando sozinha, num apartamento em Copacabana, adorava frequentar uma boite na Galeria Alasca no Rio e me esbaldar dançando com meus colegas homossexuais.
Nunca passou disso a minha liberdade. Na cidade onde eu morava antes de entrar para a aviação  era considerada uma das meninas mais "atiradas", apenas por gostar de festas e de paquerar os moleques (de longe).

Num dia de folga fui até a casa de uma amiga que já estava com uma outra colega de trabalho e lá me convidaram para uma trilogia que passava longe da "minha praia". Maconha, homossexualidade e libertinagem. Pode rir, fiquei na sala lendo uma revista até que elas saíram do quarto de banho tomado, caras de boba dizendo que eu havia perdido um grande barato.

Não me arrependi naquela época e passei os 5 quase 6 anos de aviação sem nunca haver provado mais do que um pileque que, por me fazer vomitar muito, também passou a ser evitado.

Por que estou contando isso? Porque quero comentar que lá no fundo da sua consciência você sabe o que deve e o que não deve fazer, mesmo que nunca ninguém tenha dito especificamente que aquilo não era bom, não era legal ou fazia mal.

Mesmo que tenha nascido no interior e se criado mais longe ainda, você sabe o que não deve fazer e se  faz é porque quer. Então, se está no vício é porque é besta, essa é a minha opinião.
Não importa se as pessoas acham que você faz o que não é certo, o importante é que de você para você mesmo seja íntegro.
Esse é o grande barato.