domingo, 26 de fevereiro de 2012

O quinto evangelho. A mensagem do Cristo segundo Tomé

A primeira vez que tive contato com a Ordem Rosacruz - AMORC foi em 1978, meu filho tinha 6 meses de idade e recebi de presente de um senhor a Afiliação e o primeiro jogo de Monografias.

De lá pra cá já se passaram 13.394 dias, ou, 36 anos e 8 meses. Minha relação com a Ordem passou por várias etapas. A primeira delas foi o mais absoluto deslumbramento.
Havia em mim uma avidez por conhecimento místico-filosófico e havia na AMORC todo o conteúdo que eu buscava. Imperator, Grande Mestre e Mestres dos Organismos Afiliados seguiam uma disciplina rígida de conhecimento transmitido veladamente aos iniciados e nós, os Neófitos, seguíamos a risca as recomendações de não comentar o conteúdo recebido a ouvidos profanos.
Não tive o privilégio de conversar pessoalmente com a primeira Grande Mestre para o Brasil, (Maria Aparecida Moura) mas lí bastante e, como muitos dos seus fratres e Sorores me harmonizei em períodos de Sanctum Celestial com sua sabedoria e simplicidade. De 1966, quando a Ordem foi estabelecida oficialmente no Brasil até 1982 quando Maria se aposentou, tivemos o privilégio de ter a Orientação Mística desta grande batalhadora e de criar o hábito de separar o sagrado do profano.

A partir da Entrada de Charles Vega Parucker, os ensinamentos da Ordem foram se "modernizando", se "abrindo ao mundo profano" e aqueles que tinham o hábito de considerar os ensinamentos da ordem herméticos, foram sentindo as mudanças.
Não que estas tenham sido forçadas ou implementadas pelo GM Parucker, mas os fatos ocorridos na SGL com a passagem do frater Ralph Spencer Lewis, 2o Imperator em 1987, (minha opinião pessoal) as coisas começaram a ficar estranhas.

Nos três anos de Gary L. Stewart e nos anos subsequentes sob o comando de Christian Bernard, de 1990 até o momento, a AMORC ficou moderna demais para o meu gosto, as coisas humanas tiveram prioridade sobre as coisas Místicas e o desencanto me levou a abandonar a afiliação depois de 36 anos de estudo. Sempre acreditei que o que faz o Místico não é o caminho e sim a busca e sentindo-me um tanto órfã dou início a uma nova trajetória.

O que o título tem a ver?
Bem, no livro cujo título copiei neste artigo ha uma passagem que diz: "10. Disse Jesus: eu lancei fogo sobre a terra - e eis que o vigio até que arda. Comentário: O texto dos outros evangelistas difere ligeiramente mas o sentido é o mesmo. Em todo o ser humano existe esse fogo divino; existe em estado latente, dormente, potencial, em forma de brasa, por assim dizer Depende do livre arbítrio de cada um transformar em viva chama a brasa dormente e não permitir que ele continue apenas como brasa, ou até se apague totalmente. O flamejar do fogo potencial em fogo atual como aconteceu no primeiro Pentecostes, depende de cada homem. As circunstâncias externas podem, certamente, dificultar ou facilitar esse rompimento do fogo; mas nenhuma circunstância pode impedir a atuação da substância interna"... As leis cósmicas não permitem estagnação, que cedo ou tarde terminará em involução (eu acredito que não existe involução, mas a estagnação embolora o crescimento Místico. aS LEIS CÓSMICAS exigem imperiosamente evolução, exigem que a brasa da creatividade potencial deflagre em chama viva de criatividade atual. Diz o Evangelho de Tomé que o fogo potencial no homem é "vigiado" pelo Cristo até que deflagre em viva chama. É este o Cristo interno presente em cada homem, que deve manifestar-se, como aconteceu em Jesus de Nazaré.