sexta-feira, 21 de abril de 2017

Não sei que titulo colocar aqui

Talvez seja uma das melhores experiências da minha vida.....é, acho que é isso.
Em postagens anteriores mencionei que minha mãe estava morando aqui, com seu Alzheimer e sua demência senil.
São doenças muito tristes, isso até dá assunto para um outro dia.
A pessoa vai esquecendo como anda, como se alimenta....esquece tudo. Requer atenção como um bebê. E requer muita, mas muita paciência. A gente tem a tendência a acreditar que mãe e pai são super heróis, quando você se pega numa dessas e é uma pessoa que tem consciência e um mínimo de esclarecimento, você percebe que o problema é todo seu.
Você é obrigado pela sua própria consciência a controlar seu humor, suas tendências, sua paciência e isso é muito difícil.
À medida que a situação vai piorando, você vai melhorando.
Já olha as pessoas com mais compreensão, já começa a entender que compreensão, humildade, tolerância e estas coisas todas não são apenas palavras. Pode-se dizer que essas virtudes são "objetos" (aliás, virtudes é um bom assunto pra gente escrever).
Esquece que vai conseguir ser tolerante, humilde, compreensivo, bem humorado e paciente, você está passando por esta situação, é o sinal mais claro de que você não entende nada disso e está precisando aprender.
Depois de oito meses eu devo ter aprendido 0,1% do sentido dessas virtudes e te confesso É MUITO BOM. Faz muito mais bem para você do que para qualquer outra pessoa.

Na quinta feira dia 5 ela estava respirando com dificuldade e optei por levá-la até o Hospital. Nem vou entrar em detalhes médicos, no domingo teve alta, na segunda feira, dia 10 às 2 e meia da manhã ela partiu.

Nós duas, em casa, no quarto dela. Peguei a sua mão e disse não tenha medo, eu estou aqui, vou ajudar a senhora a entender isso.
Expliquei, com base na minha crença religiosa e usando um exemplo dado pelo Pai Alexandre Cumino: " Imagina um navio, ela sai do porto e você fica vendo ele ir, vai ficando pequeno, vai sumindo, e some no horizonte. No outro Plano Astral, alguém está vendo o navio chegando no porto, do pontinho preto no horizonte vai surgindo uma forma, a pessoa que está vendo vai se alegrando e a tristeza que você sente do lado de cá já não pesa mais sobre eles".

Misturei tudo que eu aprendi, rezei para São Judas Thadeu, do qual ela era devota, rezei para Pai Omolú, o Orixá protetor dos desencarnados, rezei e rezei.....e mais uma vez o alívio da compreensão dos fatos, o entendimento da passagem desta para outra dimensão me fizeram muito feliz.

A cerimônia de preparação para a cremação do corpo foi outra felicidade imensa. Meus 4 irmãos, que moram cada um numa cidade, os filhos, os netos, os bisnetos. Estavam lá. Só nós, nossa saudade e nossa gratidão.
Por que estou escrevendo isso? Para que você procure informação, de preferência procure Umbanda EAD e faça o curso de Teologia de Umbanda.
Não existe céu nem inferno, não existe pecado, a morte é uma passagem, como o nascimento, não sofra, entenda.
Estude e forme a sua própria opinião.



terça-feira, 4 de abril de 2017

Continuando nosso papo....

.....você leu? Espero que sim, existem coisas que não dá pra obviar. Religiosidade é uma delas.
A Religiosidade nos fornece um centro, um equilíbrio, uma muleta....um colo, sei lá.

pode ser igreja, pode ser uma seita, uma pedra, um por de sol, qualquer coisa que te traga paz de espirito para tentar uma conexão com seu eu mais profundo.
To chovendo no molhado não é? Pois é, acontece que  gente vai nessas daí, pensa em fazer caridade para o próximo, comprar cesta básica, acender uma vela, visitar hospital, cuidar de quem está com câncer.
Aí, acontece alguma coisa e você desperta.
Voltando ao assunto da postagem anterior....ia eu pela vida quando encontrei a plataforma EAD, comecei os cursos, fui a São Paulo no Colégio Pena Branca fazer ocurso de sacerdócio. Tudo esquematizado.
Minhas folgas na escala pedidas e concedidas uma vez por mês no domingo.
Eis que, do nada, meu irmão chega trazendo minha mãe para morar comigo, ela, seu Halzheimer e sua demência senil.
Fiquei passada......ou como gosto de dizer, passada, dobrada e guardada na gaveta. Como vou para São Paulo o domingo inteiro e deixar meu marido sozinho com ela para levar ao banheiro, dar comida etc.
Como arcar com o custo de horas extras da cuidadora para o fim de semana que tenho trabalho escalado e também para os dias de gira no Centro que encontrei e que mais se parece com Umbanda Sagrada....

Por que Umbanda Sagrada?
Bem, Umbanda não tem pecado, não tem demônio, não tem karma. Umbanda Sagrada foi Criada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas e codificada por Rubens Saraceni para ser amparo, para ser caminho, ensinamento sem punição.
Essa é a minha praia.
Faça o que quiser da sua vida e arque com as consequências da lei do retorno. A vida é um espelho, a careta que você faz pra ela é a mesma que volta para você corrigir seus traços.
APRENDIZADO. Essa é a palavra chave.
Estava elétrica adorando somar os ensinamentos de 38 anos de Ordem Rosacruz-Amorc com a Umbanda Sagrada. Casou direitinho.
E agora?

Agora filha,  sai do terreiro. Cultua seus Guias e Orixás em casa porque a Umbanda Sagrada permite isso, não necessariamente incorpore, mas, necessariamente aprenda o siginificado de cada simbolo, de cada vibração, de cada cor.
Cuida da sua mãe, limpa, alimenta, mas principalmente ama e tem paciência.

Esse é o seu Terreiro, esta é a sua missão.
E você, ja descobriu a sua?



"A vida tem dessas coisas"...


Tenho 67 anos de idade, me acostumei a questionar minhas ações, atitudes e pensamentos desde que me entendo por gente.
É suposto que em casos assim, você seja capaz de ter 'ALGUMA CERTEZA" ou "certeza sobre alguma coisa". Mas não tem, ou tem?

Vinha eu caminhando pela vida quando quase quarenta anos depois reencontro a Umbanda. Reencontro meus guias, através de uma postagem de Facebook achei a plataforma EAD e seus cursos.
Minha vida se encheu de júbilo. Tão feliz que uma vez por mês pegava um ônibus de Limeira para São Paulo para assistir a aula presencial de Sacerdócio.
Entretanto ia fazendo todos os cursos que apareciam na plataforma.
Aliás devo esclarecer. Estou falando de "Umbanda Sagrada". A Umbanda documentada por Ruben Saraceni, com o auxilio de seus menores espirituais. Neste ponto eu vou fazer uma pausa e, aproveitando que encontrei um blog ótimo da Ignez Pimenta  vou transcrever aqui a explicação que ela dá sobre os diferentes tipos de Umbanda. Acredito que esta leitura será muito interessante.
Pelo artigo, existem 13 tipos distintos de Umbanda. Isso pode parecer a alguns uma coisa anormal, mas ouras religiões mais antigas ou tradicionas também têm suas vertentes.
Sugiro que com muita calma e paciência leia a descrição de cada uma.
A última é a que eu escolhi, chamada de Umbanda Sagrada é a vertente de Rubens Saraceni.
Na proxima postagem eu concluo as especulações que já fiz e digo por que essa escolha.

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Copiado
TIPOS DE UMBANDA
UMBANDA MIRIM

Outros nomes:
É também conhecida como Umbanda Esotérica e Iniciática, Aumbandã e Escola da Vida.
Origem:
É a vertente fundamentada pelo Caboclo Mirim através do seu médium Benjamin Gonçalves Figueiredo (26/12/1902 – 03/12/1986), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 13/03/1924, com a fundação da Tenda Espírita Mirim.
Foco de divulgação:
Os principais focos de divulgação dessa vertente são:
a Tenda Espírita Mirim (matriz e filiais); e o Primado de Umbanda, fundado em 1952.
Orixás:
Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.
Linhas de trabalho:
Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, das Crianças e de Yofá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).
Entidades:
Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças ,e a Exus e Pombagiras.
Ritualística:
A roupa branca com pontos riscados bordados é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de fumo, defumadores e a imagem de Jesus Cristo nos trabalhos,sao usados velas, bebidas, atabaques e o uso de guias não são muito usados nas cerimônias, havendo o uso de termos de origem tupi para designar o grau dos médiuns nelas.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Okê, Caboclo”; “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; e “O evangelho segundo o Espiritismo”.

UMBANDA TRADICIONAL

Outros nomes:
É também conhecida como Linha Branca de Umbanda e Demanda, Umbanda Branca e Demanda e Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Origem:
É a Umbanda original, fundamentada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por Pai Antônio e Orixá Malet, através do seu médium Zélio Fernandino de Morais (10/04/1891 – 03/10/1975), surgida em São Gonçalo, RJ, em 16/11/1908, com a fundação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
Foco de divulgação:
O principal foco de divulgação dessa vertente é a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
Orixás:
Nesta vertente existe uma forte vinculação dos Orixás aos santos católicos, sendo que aqueles foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de oito Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.
Linhas de trabalho:
Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui as Crianças), de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum e Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Iansã e de Santo ou das Almas (onde inclui as almas recém-desencarnadas, os exus coroados e as entidades auxiliares).
Entidades:
Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as) e Crianças e não há giras para Boiadeiros, Baianos, Ciganos, Malandros, Exus e Pombagiras (estes três últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda).
Ritualística:
A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e pontos riscados nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias:
“O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; e “O Espiritismo, a magia e as sete linhas de Umbanda”.

UMBANDA KARDECISTA

Outros nomes:
É também conhecida como Umbanda de Mesa Branca, Umbanda Branca e Umbanda de Cáritas.
Origem:
É a vertente com forte influência do Espiritismo, geralmente praticada em centros espíritas que passaram a desenvolver giras de Umbanda junto com as sessões espíritas tradicionais, sendo uma das mais antigas vertentes, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada.
Foco de divulgação:
Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade.
Orixás:
Nesta vertente não existe o culto aos Orixás nem aos santos católicos.
Linhas de trabalho:
Nesta vertente não é utilizada essa classificação das formas de agrupar as entidades.
Entidades:
Os trabalhos de Umbanda são realizados apenas por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as) e, mais raramente, Crianças.
Ritualística:
A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e não são encontrados o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e atabaques.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias:
“O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; “O céu e o inferno”; e “A gênese”.

UMBANDA POPULAR

Outros nomes:
É também conhecida como Umbanda Mística.
Origem:
É uma das mais antigas vertentes, fruto da umbandização de antigas casas de Macumbas, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. É a vertente mais aberta a novidades, podendo ser comparada, guardada as devidas proporções, com o que alguns estudiosos da religião identificam como uma característica própria da religiosidade das grandes cidades do mundo ocidental na atualidade, onde os indivíduos escolhem, como se estivessem em um supermercado, e adotam as práticas místicas e religiosas que mais lhe convêm, podendo, inclusive, associar aquelas de duas ou mais religiões.
Foco de divulgação:
Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade, uma vez que não existe uma doutrina comum em seu interior. Entretanto, é a vertente mais difundida em todo o país.
Orixás:
Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos santos católicos com os Orixás, associados a um conjunto de práticas místicas e religiosas de diversas origens adotadas pela população em geral, tais como: rezas, benzimentos, simpatias, uso de cristais, incensos, patuás e ervas para o preparo de banhos de purificação e chás medicinais.
Considera a existência de dez Orixás:
Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã e Ibejis. Em alguns lugares também são cultuados mais dois Orixás: Ossaim e Oxumaré.
Linhas de trabalho:
Existem três versões para as linhas de trabalho nesta vertente:
Na mais antiga, são consideradas a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui as Crianças), de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô (onde inclui Xangô e Iansã), do Oriente (onde agrupa as entidades orientais) e das Almas (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas);
Na intermediária, também são consideradas a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô (onde inclui Xangô e Iansã), das Crianças e das Almas (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas);
Na mais recente, são consideradas como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.
Entidades:
Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras, Exus-Mirins e Malandros(as).
Ritualística:
Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos.
Livros doutrinários:
Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

UMBANDA OMOLOCÔ

Outros nomes:
Não possui.
Origem:
É fruto da umbandização de antigas casas de Omolocô, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. Começou a ser fundamentada pelo médium Tancredo da Silva Pinto (10/08/1904 – 01/09/1979) em 1950, no Rio de Janeiro, RJ.
Foco de divulgação:
Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os noves livros escritos por Tancredo da Silva Pinto; as tendas criadas por seus iniciados; e o livro “Umbanda Omolocô”, escrito por Caio de Omulu.
Orixás:
Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos Orixás com os santos católicos, sendo que aqueles estão vinculados às tradições africanas, principalmente as do Omolocô. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.
Linhas de trabalho:

Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.
Entidades:
Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras e Malandros(as).
Ritualística:

Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas no Omolocô, incluindo o sacrifício de animais.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias:
“A origem de Umbanda”; “As mirongas da Umbanda”; “Cabala Umbandista”; “Camba de Umbanda”; “Doutrina e ritual de Umbanda”; “Fundamentos da Umbanda”; “Impressionantes cerimônias da Umbanda”; “Tecnologia ocultista de Umbanda no Brasil”; e “Umbanda: guia e ritual para organização de terreiros”.

UMBANDA ALMAS E ANGOLA

Outros nomes:
Não possui.
Origem:
É fruto da umbandização de antigas casas de Almas e Angola, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada.
Foco de divulgação:
Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade, uma vez que não existe uma doutrina comum em seu interior.
Orixás:
Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos Orixás com os santos católicos, sendo que aqueles estão vinculados às tradições africanas, principalmente as do Almas e Angola. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.
Linhas de trabalho:
Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, do Povo d’Água (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã e Iansã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, das Beijadas (onde agrupa as Crianças) e das Almas (onde inclui Obaluaiê e agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).
Entidades:
Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Exus e Pombagiras.
Ritualística:
Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas no Almas e Angola, incluindo o sacrifício de animais.
Livros doutrinários:
Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

UMBANDOMBLÉ

Outros nomes:
É também conhecida como Umbanda Traçada.
Origem:
É fruto da umbandização de antigas casas de Candomblé, notadamente as de Candomblé de Caboclo, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. Em alguns casos, o mesmo pai-de-santo (ou mãe-de-santo) celebra tanto as giras de Umbanda quanto o culto do Candomblé, porém em sessões diferenciadas por dias e horários.
Foco de divulgação:
Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade.
Orixás:

Nesta vertente existe um culto mínimo aos santos católicos e os Orixás são fortemente vinculados às tradições africanas, principalmente as da nação Ketu, podendo inclusive ocorrer a presença de outras entidades no panteão que não são encontrados nas demais vertentes da Umbanda (Oxalufã, Oxaguiã, Ossain, Obá, Ewá, Logun-Edé, Oxumaré).
Linhas de trabalho:

Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.
Entidades:
Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras e Malandros(as).
Ritualística:
Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens dos Orixás na representação africana, fumo, defumadores, velas, bebidas e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas nos Candomblés, incluindo o sacrifício de animais, podendo ser encontrado, também, curimbas cantadas em línguas africanas (banto ou iorubá).
Livros doutrinários:
Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

UMBANDA ECLÉTICA MAIOR

Outros nomes:
Não possui.
Origem:
É a vertente fundamentada por Oceano de Sá (23/02/1911 – 21/04/1985), mais conhecido como mestre Yokaanam, surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 27/03/1946, com a fundação da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal.
Foco de divulgação:
Os principais focos de divulgação dessa vertente são a sede da fraternidade e suas regionais.
Orixás:
Nesta vertente existe uma forte vinculação dos Orixás aos santos católicos, sendo que aqueles foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas.
Considera a existência de pelo menos nove Orixás:
Oxalá, Ogum, Ogum de Lei, Oxóssi, Xangô, Xangô-Kaô, Yemanjá, Ibejês e Yanci, sendo que um deles não existe nas tradições africanas (Yanci) e alguns deles seriam considerados manifestações de um Orixá em outras vertentes (Ogum de Lei/Ogum e Xangô-Kaô/Xangô).
Linhas de trabalho:
Considera a existência de sete linhas de trabalho, fortemente associadas a santos católicos:
de São Jorge (Ogum), de São Sebastião (Oxóssi), de São jerônimo (Xangô), de São João Batista (Xangô-Kaô), de São Custódio (Ibejês), de Santa Catarina de Alexandria (Yanci) e São Lázaro (Ogum de Lei).
Entidades:
Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), e Crianças.
Ritualística:
A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de uma cruz, um quadro com o rosto de Jesus Cristo, velas, porém os atabaques, as guias, as bebidas e fumo não são utilizados nas cerimônias.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias:
“Evangelho de Umbanda”; “Manual do instrutor eclético universal”; “Yokaanam fala à posteridade”; e “Princípios fundamentais da doutrina eclética”.

UMBANDA ESOTÉRICA

Outros nomes:
É também conhecida como Aumbandã, Aumbhandan, Conjunto de Leis Divinas e Senhora da Luz Velada.
Origem:
É a vertente fundamentada por Pai Guiné de Angola através do seu médium Woodrow Wilson da Matta e Silva (28/06/1917 – 17/04/1988), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1956, com a publicação do livro “Umbanda de todos nós”. Sua doutrina é fortemente influenciada pela Teosofia, pela Astrologia, pela Cabala e por outras escolas ocultistas mundiais e baseada no instrumento esotérico conhecido como Arqueômetro, criado por Saint Yves D’Alveydre e com o qual se acredita ser possível conhecer uma linguagem oculta universal que relaciona os símbolos astrológicos, as combinações numerológicas, as relações da cabala e o uso das cores.
Foco de divulgação:

Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os noves livros escritos por Matta e Silva; e as tendas e ordens criadas por seus discípulos.
Orixás:
Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de sete Orixás: Orixalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Yemanjá, Yori, Yorimá, sendo que dois deles não existem nas tradições africanas (Yori e Yorimá).
Linhas de trabalho:
Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos Orixás: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).
Entidades:
Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.
Ritualística:

A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias feitas de elementos naturais, um quadro com o rosto de Jesus Cristo, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais e tábuas com ponto riscado nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias:
“Doutrina secreta da Umbanda”; “Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho”; “Mistérios e práticas da lei de Umbanda”; “Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda”; “Umbanda de todos nós”; “Umbanda do Brasil”; “Umbanda: sua eterna doutrina”; “Umbanda e o poder da mediunidade”; e “Macumbas e Candomblés na Umbanda”.

UMBANDA GUARACYANA

Outros nomes:
Não possui.
Origem:
É a vertente fundamentada pelo Caboclo Guaracy através do seu médium Sebastião Gomes de Souza (1950 – ), mais conhecido como Carlos Buby, surgida em São Paulo, SP, em 02/08/1973, com a fundação da Templo Guaracy do Brasil.
Foco de divulgação:
Os principais focos de divulgação dessa vertente são os Templos Guaracys do Brasil e do Exterior.
Orixás:
Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados em relação às tradições africanas, havendo, entretanto, uma ligação dos mesmos com elas. Considera a existência de dezesseis Orixás, divididos em quatro grupos, relacionados aos quatro elementos e aos quatro pontos cardeais: Fogo/Sul (Elegbara, Ogum, Oxumarê, Xangô), Terra/Oeste (Obaluaiê, Oxóssi, Ossãe, Obá), Norte/Água (Nanã, Oxum, Iemanjá, Ewá) e Leste/Ar (Iansã, Tempo, Ifá e Oxalá).
Linhas de trabalho:

Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.
Entidades:
Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Ciganos(as), Exus e Pombagiras.
Ritualística:
Roupas coloridas (na cor do Orixá) são a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas e atabaques nos trabalhos, porém não são utilizadas imagens e bebidas nas cerimônias.
Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.

UMBANDA DO AUMPRAM

Outros nomes:
É também conhecida como Aumbandhã e Umbanda Esotérica.
Origem:
É a vertente fundamentada por Pai Tomé (também chamado Babajiananda) através do seu médium Roger Feraudy (?/?/1923 – 22/03/2006), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1986, com a publicação do livro “Umbanda, essa desconhecida”. Esta vertente é uma derivação da Umbanda Esotérica, das quais foi se distanciando ao adotar os trabalhos de apometria e ao desenvolver a sua doutrina da origem da Umbanda, a qual prega que a mesma surgiu a 700.000 anos em dois continentes míticos perdidos, Lemúria e Atlântida, que teriam afundado no oceano em um cataclismo planetário, os quais teriam sido os locais em que terráqueos e seres extraterrestres teriam vividos juntos e onde estes teriam ensinado àqueles sobre o Aumpram, a verdadeira lei divina.
Foco de divulgação:

Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os livros escritos por Roger Feraudy; e as tendas e fraternidades criadas por seus discípulos.
Orixás:

Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência dos 7 Orixás da Umbanda Esotérica (Oxalá, Yemanjá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Yori e Yorimá) e mais Obaluaiê, o qual consideram o Orixá oculto da Umbanda.
Linhas de trabalho:
Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos 7 Orixás: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).
Entidades:
Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.
Ritualística:
A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso da imagem de Jesus Cristo, fumo, defumadores, velas, cristais e incensos nos trabalhos, porém as guias e os atabaques não são utilizados nas cerimônias.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Umbanda, essa desconhecida”; “Erg, o décimo planeta”; “Baratzil: a terra das estrelas”; e “A terra das araras vermelhas: uma história na Atlântida”.

UMBANDA DE SÍNTESE

Outros nomes:
É também conhecida como Umbanda Iniciática, Ombhandhum e Proto-Síntese Cósmica.
Origem:

É a vertente fundamentada pelo médium Francisco Rivas Neto (1950 – ), surgida em São Paulo, SP, em 1989, com a publicação do livro “Umbanda: a proto-síntese cósmica”. Esta vertente começou como uma derivação da Umbanda Esotérica, porém aos poucos foi se distanciando cada vez mais dela, conforme ia desenvolvendo sua doutrina conhecida como movimento de convergência, que busca um ponto de convergência entre as várias vertentes umbandistas. Nela existe uma grande influência oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sânscrito, e há a crença de que a Umbanda é originária de dois continentes míticos perdidos, Lemúria e Atlântida, que teriam afundado no oceano em um cataclismo planetário.
Foco de divulgação:

Os principais focos de divulgação dessa vertente são: o livro “Umbanda:
a proto-síntese cósmica”; a Faculdade de Teologia Umbandista, fundada em 2003; o Conselho Nacional da Umbanda do Brasil, fundado em 2005; e as tendas e ordens criadas pelos discípulos de Rivas Neto.
Orixás:
Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência dos 7 Orixás da Umbanda Esotérica, associados, cada um deles, a mais um Orixá, de sexo oposto, formando um casal: Orixalá-Odudua, Ogum-Obá, Oxóssi-Ossaim, Xangô-Oyá, Yemanjá-Oxumaré, Yori-Oxum, Yorimá-Nanã. Por esta associação nota-se que alguns Orixás tiveram seu sexo modificado em relação a tradição africana (Odudua e Ossaim).
Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos Orixás principais do par: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).
Entidades:
Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.
Ritualística:
A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras de Umbanda e a roupa preta, associada ao vermelho e branco, nas de Exu, sendo admitidos o uso de complementos por sobre a roupa dos médiuns, tais como cocares de caboclos. Nela encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais e tábuas com ponto riscado nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa o seguinte livro como principal fonte doutrinária:
“Umbanda: a proto-síntese cósmica”.

UMBANDA SAGRADA

Outros nomes:
Não possui.
Origem:
É a vertente fundamentada por Pai Benedito de Aruanda e pelo Ogum Sete Espadas da Lei e da Vida, através do seu médium Rubens Saraceni (1951 – ), surgida em São Paulo, SP, em 1996, com a criação do Curso de Teologia de Umbanda. Sua doutrina procura ser totalmente independente das doutrinas africanistas, espíritas, católicas e esotéricas, pois considera que a Umbanda independe dessas tradições.

Foco de divulgação:
Os principais focos de divulgação dessa vertente são: o Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, fundado em 1999; o Instituto Cultural Colégio Tradição de Magia Divina, fundado em 2001; a Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo; os livros escritos por Rubens Saraceni; e os colégios e tendas criadas por seus discípulos.
Orixás:

Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de catorze Orixás: Oxalá, Oxum, Oxóssi, Xangô, Ogum, Obaluaiê, Iemanjá, Oiá, Oxumaré, Obá, Iansã, Egunitá, Nanã, Omulu. Os sete primeiros são chamados Orixás Universais e os outros sete, Orixás Cósmicos, sendo que alguns deles seriam considerados manifestações do mesmo Orixá nas tradições africanas (Obaluaiê/Omulu e Oiá/Iansã/Egunitá).
Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, chamadas de tronos divinos, que agrupam os catorze Orixás em casais: Fé (Oxalá-Oiá), Amor (Oxum-Oxumaré), Conhecimento (Oxóssi-Obá), Justiça (Xangô-Iansã), Lei (Ogum-Egunitá), Evolução (Obaluaiê-Nanã) e Geração (Iemanjá-Omulu).
Entidades:

Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras e Exus-Mirins.
Ritualística:
A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas, bebidas e pontos riscados nos trabalhos, porém os atabaques e as imagens não são utilizados nas cerimônias.
Livros doutrinários:
Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias:


“A evolução dos espíritos”; “A magia divina das sete pedras sagradas”; “A magia divina dos elementais”; “A magia divina dos sete símbolos sagrados”; “A tradição comenta a evolução”; “As sete linhas de evolução”; “As sete linhas de Umbanda: a religião dos mistérios”; “Código de Umbanda”; “Deus, deuses, divindades e anjos”; “Formulário de consagrações umbandistas: livro de fundamentos”; “Hash-Meir: o guardião dos sete portais de luz”; “Lendas da criação: a saga dos Orixás”; “O ancestral místico”; “O código da escrita mágica simbólica”; “O guardião da pedra de fogo: as esferas positivas e negativas”; “O guardião das sete portas”; “O guardião dos caminhos: a história do senhor Guardião Tranca-Ruas”; “Orixá Exu-Mirim”; “Orixá Exu: fundamentação do mistério Exu na Umbanda”; “Orixá Pombagira”; “Orixás: teogonia de Umbanda”; “Os arquétipos da Umbanda: as hierarquias espirituais dos Orixás”; “Os guardiões dos sete portais: Hash-Meir e o Guardião das Sete Portas”; “Rituais umbandistas: oferendas, firmezas e assentamentos”; e “Umbanda Sagrada: religião, ciência, magia e mistérios”. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Divorciar, separar pra que?

Esse é um tema meio que emergencial, como já devem ter reparado, sou umbandista praticante; uma das entidades as quais tenho a honra de servir se chama "Cabocla Jurema da Cachoeira". Se você conhece qualquer coisa de Umbanda, ja deve ter ouvido falar na Cabocla Jurema. Esta é uma das entidades mais antigas e uma das mais queridas e respeitadas.

Todas as entidades que trabalham na falange deste Ser de Luz têm licença para usar seu nome. São caboclas de Oxóssi que tomam o complemento como identificação da especificidade com a qual trabalham..
"Minha" querida Jurema da Cachoeira trabalha na irradiação de Oxum, apoiando e protegendo os sentimentos puros e o Amor.
Dela aprendi que quando você casa com alguém, o primeiro vínculo que se estabelece é o da "sociedade", ou seja, a família formada por aquele casal (ou dupla de seres humanos), tem à  frente duas pessoas em pé de igualdade. Ambos tem direitos e deveres e cada um tem a sua personalidade.
Não se deve pensar em "mudar o outro" nem "mudar a si mesmo" porque é como se uma terceira pessoa fosse gerada na união destes dois.
A principal obrigação de ambos é encontrar a finalidade desta família que se formou.
A cumplicidade é a ferramenta mais poderosa nesta tarefa.
O homem não casou com uma empregada doméstica nem a mulher com um provedor financeiro inesgotável.
Se a mulher não gosta do serviço doméstico, ela tem esse direito e ambos devem se revezar nas tarefas ou ter alguém contratado para fazê-las.
Trabalhar é direito e obrigação dos dois. Construir um lar harmonioso, direcionar seus filhos no caminho do bem e da prosperidade é a obrigação dos dois.
Como podemos encontrar este equilíbrio?
Basta parar de olhar o próprio umbigo e não pensar que o mundo gira em torno dele. O egoísmo, o egocentrismo destroem as famílias antes mesmo de elas se formarem.
O que fazer para ter sucesso? CONVERSAR.
Não estamos falando em discutir, mas em conversar. Ouvir o outro, saber das suas inquietudes, das suas necessidades, ser amigo antes de tudo.
As necessidades materiais são as mais fáceis de ser satisfeitas, ajudar o outro a evoluir, a cumprir suas função neste plano é a parte mais difícil e a que traz mais felicidade e auto-satisfação.
Um exemplo: Meu marido quer ver esportes o fim de semana inteiro, só temos um aparelho de televisão e isso gera muitas crises.
Analisemos então a programação do fim de semana, quantos jogos tem, quais os mais interessantes e quais horários ficarão para quem.

Entretanto, se ao abrir mão de algum dos programas eu resolver sair da sala e deixar o outro sozinho, não estará se cumprindo a parte da compreensão e da justiça.
Não apresente apenas um problema, apresente junto uma ou duas sugestões de solução e escute a sugestão do outro.
Lembre-se, as mesmas coisas que estão gerando esta crise gerarão a crise com outro companheiro. Os seus problemas vão junto com você para onde for, seus defeitos e virtudes também.
Se já está em um relacionamento, vamos rever as nossas prioridades.
Afinal de contas, já foi feito um investimento em horas de vida e fundos financeiros para resumir a coisa a um quero e não quero.
Não é?




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Entidades, Umbanda e Filosofia

Todos nós sabemos que existem coisas inexplicáveis e também sabemos que ao colocar nosso cérebro à disposição, passamos a entender e assimilar o significado destas coisas.
Por que vamos aos Centros de Umbanda? 
Porque precisamos!
hum hum. Mas precisamos do que? O que é que tem lá?
Se não no Centro de Umbanda, na Igreja. Qualquer que seja, o que buscamos lá?
Eu gosto da gira. Gosto da música, gosto da vibração que eu sinto no Centro de Umbanda.
Mas a religião vai muito mais além.
Existem 7 planos para cima e 7 para baixo deste em que vivemos. Ou 77 ou 777, não sei, não gosto de especular com coisas que não vou conseguir dar um "fechamento" no meu raciocínio. Tanto faz 7 como 77, o que importa é o significado da coisa, em si.
O termo Inferno, existe desde os primórdios da Igreja Católica, numa tentativa de manter o povo sob um regime de pavor e desespero quanto ao pensamento de poder ser condenado à pena eterna do fogo, caso discordasse ou rejeitasse os ensinamentos da Igreja de Roma.
Nesse nosso bate papo é necessário separar as coisas.
Não vamos entrar no mérito do certo ou do errado, nem qual a melhor religião para seguir. Eu tenho a minha, você tem a sua e vamos "filosofar" um pouco sobre a nossa atualidade.

A pressão financeira é uma coisa, a nossa crença é outra.
Se conseguirmos não pensar em necessidades materiais por alguns minutos, e colocarmos nosso cérebro apenas para ponderar sobre as famosas perguntas: Quem sou eu? Onde estou? para que vim?

Vou contar a você o que mudou a minha vida
#estudeumbanda


Umbanda EAD é uma plataforma de ensino a distância, especializada em Umbanda Sagrada, a Umbanda como praticada por Rubens Saraceni.
Estava eu num desses dias de fuçar na internet quando encontrei no Facebook um link para o Youtube de palestra de Alexandre Cumino.
Dalí, conheci a Plataforma e nela Rodrigo Queiroz.
Muitas outras pessoas surgiram e fui agregando aos poucos aos meus estudos.
Outra hora falo de todas elas.
Ainda não tive a oportunidade de conversar com alguem "não reencarnacionista" portanto não tenho fundamentos para argumentar nesse sentido.
Acredito em reencarnação. Não consigo admitir que a gente nasce, vive, morre e cabô. Para mim não faz sentido.
Partamos do princípio que você também acredita nisso. Que estamos nesse plano de existência provisoriamente para cumprir determinada tarefa e com ela ascender alguns degraus a mais na escala evolutiva.

A cada vez que nascemos, é um aglomerado de pessoas (familiares, amigos, conhecidos) que fazem parte do nosso rebanho evolutivo.
É nosso Facebook de evolução. De vez em quando aparece alguém lá que vc nem sabe quem é, mas cruzou o seu caminho. De repente tem alguma coisa produtiva para dizer e você aproveita, ou nada que se aproveite e você rejeita.
Eu acredito que é desse mosaico de experiências e convivências que vamos tendo a oportunidade de moldar nosso caráter e nossa personalidade.
Suponhamos que nos encontramos no estágio evolutivo número zero. É o ponto de partida para alcançarmos os graus mais elevados.
Nossas ações, pensamentos, desejos, atitudes em relação ao próximo nos darão o tom.
Ao encarnar neste plano de existência, nós "desencarnamos" do plano anterior, lá ficaram amigos, parentes e afins, qualquer que seja a forma de relacionamento.
Ao desencarnar deste plano, nasceremos em um próximo talvez com alguns dos parentes ou amigos deste (se houver alguma coisa para terminar de fazer).
Logo depois do nosso plano, está o plano das entidades de Umbanda, estes também executam suas tarefas ao ajudar os humanos a progredir e ascendem na escala evolutiva.
Eu acho isso tão simples e tão elementar que não consigo entender outra teoria.
Talvez falemos mais disso outra hora.
Feliz Ano Novo

sábado, 1 de outubro de 2016

Observe quantos dedos apontam para você, quando você aponta para alguém.



Assista ao vídeo " Café com Axé". Inscreva-se no youtube de Andreani Ubandista.
Reflita, umbandista ou não.

https://www.youtube.com/watch?v=N_4YunbkqG8

Oxalá

 Oxalufã - Oxalá velho na Umbanda


Uma das características dos filhos de Oxalá é que eles são um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade, podendo se tornar um pouco ranzinzas.

Para alguns filhos deste orixá, sua opinião deve ser ouvida e imposta até os extremos e não raramente por causa dessa característica, os filhos de Oxalá de desentendem com filhos de Iansã, Ogum e Xangô, principalmente.

São, também, pessoas de grande capacidade de liderança, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades ou no ambiente de trabalho, pois inspiram com muita força através do seu discurso.

Os filhos de Oxaguiã são bons oradores, e falam muito bem na maioria das vezes. Podem também ter talento especial para a escrita. Os filhos de Oxalá são calmas, responsáveis, reservadas e de muita confiança. Seus ideais normalmente são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos.

Gostam de dominar e liderar as pessoas, especialmente as filhas deste orixá. Em contrapartida, são muito delicadas, caprichosas, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza, harmonia e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitadas, caso contrário, não há diálogo possível.

Os filhos de Oxalá geralmente perdoam facilmente, sabem ver que sentimentos negativos só atrasam. Sabem conquistar com seu jeitinho elegante, refinado e sincero. São calmos e dóceis, na maioria das vezes, andam com a postura reta, que representa sua natural elegância. Tem gostos caros e apreciam especialmente um bom vinho.

Oxaguiã – bravura é uma das características de seus filhos A velhice tende a tornar os filhos de Oxalufã irritados e rabugentos, para aqueles que tem a versão mais jovem, Oxaguiã, a idade pode trazer mais concentração e geralmente os filhos deste orixá alcançam a estabilidade financeira quando estão mais velhos. Os filhos de Oxalá podem ser também muito teimosos. Os filhos de Oxalá são vaidosos, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem agradáveis. As filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se mostrem um pouco dominadoras e ciumen
tas. Também gostam de apresentar-se bem, embora discretamente.